terça-feira, 12 de maio de 2009

A JOÃO, COM CARINHO!
Por Anderson Souza


portaldoprofessor.mec.gov.br

Sinto-me muito feliz e lisonjeado em ter a amizade do Prof. Dr. João Carlos Salles Pires da Silva ou simplesmente João, como costumo chamá-lo.

Profissional competente e dedicado, João é um dos mais importantes representantes da filosofia no Brasil. Expressivo incentivador da investigação filosófica, entre tantas outras atividades, coordena o Grupo de Estudos Empirismo, Fenomenologia e Gramática, o qual de vez em quando visito como ouvinte. Ainda que eu não seja um de seus alunos, sempre é possível aprender um pouco mais com sua eloqüente e elegante argumentação.

João é uma pessoa muito divertida, cativante e prestativa. É visível sua atenção e preocupação com todos a sua volta, até mesmo em assuntos externos à academia (o que seria dos gatinhos abandonados sem sua sensibilidade?). Respeitado, querido e admirado por alunos e professores, João cultiva amizades a todo o momento. E, sem exageros, todos vão concordar comigo quando digo que aqueles que, por ventura, não nutram tais sentimentos por ele, não passam de meros invejosos.

Hoje o nosso querido “pardo” completa mais um ano de vida. Infelizmente, não tive a possibilidade de dar-lhe um abraço e felicitá-lo pessoalmente; embora eu saiba que essas situações o deixam um pouco constrangido. Por isto, depois de saber que ele conheceu o nosso blog (mesmo que por acaso), quero desejar publicamente meus sinceros parabéns!

sábado, 9 de maio de 2009

GENÉRICO, O REMÉDIO CERTO!
Por Led Beslard

A banda Opus Incertum, há tempos conhecida e admirada pelo público rocker da nossa soterópolis, está finalizando seu CD de estréia. Elmo Amorim (vocal), Nino Mendes (bateria), Fábio Gomes (baixo) e Luciano Andrade (guitarra) estão trabalhando incessantemente para garantir um som de qualidade para seus fiéis seguidores.

A pedido da própria banda, acabo de produzir um vídeo com a música “Genérico”. Um making off divertido e contagiante que nos mostra claramente que os meninos não estão para brincadeira. Enquanto o disco não chega, confira o clipe e curta esse rock n’ roll que é bom e não faz mal.



http://myspace.com/opusincertumrock

terça-feira, 5 de maio de 2009

TERCEIRO MUNDO
Por Led Beslard



Desordem e regresso
Aspectos de um sistema caótico
Sabotagem no estado
Merda genaralizada
Parasitas no comando
Crimes organizados
Atentado, terrorismo
Genocídio, alarme total

Vivendo no caos de todos os dias
Dor e miséria constante
Calamidade humana
Do lodo pro esgoto, terceiro mundo

Grande lixo coletivo
Deserto feito de idéias
Carcaça de gerações
Consumida pelo tempo
Não há perspectiva de um futuro próspero
Não há mais esperança de sobreviver

sábado, 2 de maio de 2009

O SINDICATO DO ROCK!
Por Anderson Souza


Arquivo: Marconi Lins

É com fortes influências de Raul Seixas, Camisa de Vênus, Ten Years After, Bob Dylan, Made in Brasil e Blues Etílicos que Marconi Lins comanda a banda Sindirock. Experiente na estrada do rock, já dividiu palcos com Garotos Podres, Mark Ramone, Velhas Virgens e diversas bandas da área. Marconi também fez parte das bandas Sombra Sonora, Os Hereges, Teto Preto e Koiotes, todas com boas atuações na cena local. Também jornalista, Marconi se considera observador e sarcástico, e usa a música para exprimir suas contestações. Seu som barulhento e polêmico nos remete ao provocante espírito do clássico rock n’ roll. Confira agora esta seqüência de perguntas afiadas e respostas indigestas.

NEW BRUTALITY – A Sindirock é uma banda em que todos os músicos têm poder nas decisões, ou trata-se de um trabalho solo seu que conta com músicos contratados?
MARCONI LINS –
Sim, é um trabalho meu com a colaboração do baixista Jerri Marlon, o baterista Rodrigo Chapolim, e, às vezes, do guitarrista Hélio Rocha. São músicos e amigos meus que, de alguma forma, se identificam e acreditam nesse som. Porra, nem eu acredito! E acima de tudo na proposta de idéias que é a Sindirock.

NB – O nome Sindirock sugere um sindicato do rock, certo? Você acredita que a criação de um sindicato do rock em Salvador poderia contribuir para o desenvolvimento da cena local?
MARCONI – (
Risos) Não, não mesmo! Esse nome na realidade surgiu porque nós fomos tocar no comitê do então candidato a presidente Lula, no Rio Vermelho, em 2002. Naquela época ainda rolava showmício. Não tínhamos um nome ainda, aí o baixista da época, Raul, falou na hora: Sindirock. Acho que influenciado por tanta bandeira vermelha e branca que tinha no local, sei lá (risos). No final, foi foda! Tocamos "Estelionatária" e uma mulher do movimento feminista subiu no palco para reclamar. Mas foi legal também porque apareceram várias pessoas que foram do nosso lado e sacaram que a letra de Estelionatária não generaliza as mulheres. "Estelionatária essa mulher não vale nada". Man, nós somos anarquistas, aí eu mantive esse nome para sacanear os sindicatos, até porque estão todos nos bolsos dos patrões.

NB – Você é associado ao Clube do Rock? Por quê?
MARCONI –
Não. Rapaz, acho que minha falta de interesse se deve ao fato de o Clube do Rock fazer somente esse evento no carnaval. Algo que não me seduz, tocar no carnaval, mesmo que seja do outro lado da cidade. No circuito oficial, pior ainda. É ridículo, mas as bandas querem aparecer ou precisam da grana, aí tocam para um monte de gente nada a ver. O carnaval é uma tristeza. Moro em Ondina, e lá é insuportável nessa época do ano, você perde o direito de ir e vir. Também, trabalho o ano inteiro e aproveito essas datas pra cair fora dessa “Gottan City”.

NB – O que realmente dificulta a vida das bandas de rock em nossa cidade?
MARCONI –
A ditadura do dendê. Vamos lá, uma indústria que envolve complexos de comunicação, tevê, rádio, jornal, produtores que enchem o bolso de dinheiro fazendo shows com artistas locais no parque de exposições ou algum forró desses por aí. Pra que esses caras iriam trazer bandas de fora? Ainda tem gente que se faz essa pergunta. Jamais eles vão se interessar que Salvador entre no roteiro de shows internacionais, vai ficar muito mais caro pra eles. Aí man, some tudo isso a uma valorização da baianidade, do tambor, da percussão, da cultura negra que os intelectuais tanto prezam, mais um público, uma sociedade, porque não dizer assim que esvazia a cidade no São João, que gosta de forró. Acho que isso dificulta um pouco.

NB – Em sua opinião, qual a verdadeira relação das grandes mídias locais com o rock soteropolitano?
MARCONI –
Como se fosse um abajur no canto da sala, botam o rock ali só de enfeite.

NB – Além de músico, você é jornalista. Tem sido muito comum vermos jornalistas envolvidos com bandas de rock. Isto é uma mera coincidência ou é proposital?
MARCONI –
Sei lá cara. Tem um monte de gente aí se passando por jornalista ou produtor cultural, e nem sabe escrever um release. Ao mesmo tempo tem um monte de músicos que se arriscam a escrever. Ah, pior é o cara que se intitula musicólogo e não sabe o que é um lá com sétima. E DJ dizendo que é músico? (Risos) Pode até ser artista, mas músico não.

NB – Qual a sua visão sobre o jornalismo atual da Bahia?
MARCONI –
Profissão mal remunerada. Tô fazendo curso pra concurso agora! Pire aí.

NB – Qual é o público alvo da Sindirock e o que as letras de suas músicas abordam?
MARCONI –
Pessoas que nem eu, que acordam todos os dias para trabalhar, que não acreditam em nenhuma instituição ou religião. É mais ou menos isso que nós abordamos em nossas letras, o dia-a-dia, coisas do cotidiano, problemas, desejos, revolta.

NB – De um modo geral, você acha que o rock baiano perdeu o espírito de protesto?
MARCONI –
Sim, os tempos são outros, punk rock virou emo. Acho que o movimento Hip Hop tá mais engajado nessa causa do protesto.

NB – Você costuma acompanhar o trabalho de bandas que têm um estilo diferente do seu, mesmo dentro do rock?
MARCONI –
Sim, claro, gosto de várias bandas daqui, mesmo que não sejam meus amigos eu vou aos shows, prestigio, pago ingresso, se não gostar também não volto mais.

NB – Quais bandas têm te impressionado e inspirado atualmente?
MARCONI –
T-Rex. Baixei a discografia e a trilha sonora do filme Born to Boogie, filme dirigido e produzido por Ringo Star. Tem 2 meses que eu só ouço isso. Apesar da farofa do glam rock, o Marc Bolan era refinado em suas composições e além do mais o cara era rocker.

NB – Fale-nos sobre o EP lançado recentemente e sobre o disco de estréia que você está produzindo. Como está sendo o processo de gravação e onde as pessoas podem adquirir o material da banda?
MARCONI –
No nosso myspace. Que por sinal é mais elogiado pelas pessoas de fora do que daqui de Salvador. Então, lá você encontra o primeiro EP. Quanto ao processo de gravação, sem pressa, estúdio caseiro, muita música nova, que é o que se precisa na cena de Salvador, músicas boas, um hit.

www.myspace.com/sindirock