quarta-feira, 27 de junho de 2018

“5 ATOS” DA ACT OF REVENGE


Por Anderson L. Souza

Faz certo tempo que não faço parte de uma banda, quer seja própria ou mesmo como convidado. O último projeto musical que montei, com seriedade, foi uma banda chamada Harzoth, ainda quando vivia em Salvador. Com minha facilidade para fazer amizade com bateristas, conheci Bruno “Próspero” Tavares. Minha conexão com Bruno, além de musical, era muito pelo fato de pensarmos em fazer tudo que tivesse que ser feito pela banda, de modo profissional. Percebo que nossos pensamentos em relação a qualquer tipo de trabalho que envolva a música, pelo menos, permanecem intactos. Seriedade, organização e empenho para conduzir o som e a imagem do projeto da melhor maneira possível parecem ser imprescindíveis para se obter um bom resultado, com a aceitação de determinado público e mídias especializadas.

Lembrei de Bruno e de como ele é um ótimo baterista. Dedicado e criativo, as criações dele para a bateria são executadas com precisão e velocidade respeitáveis.  Além de excelente músico, tem um bom tino para gerenciar as produções da banda. Digo tudo isso porque tenho acompanhado a trajetória da Act of Revenge, banda que Bruno criou em 2008, logo após desligarmos a Harzoth. Em 2009 apresentaram ao público nas plataformas digitais as músicas “Believe” e “Peace of Mind”, incluídas no instigante álbum de estréia “No More Suffering”, de 2015. Mais recentemente tive o prazer de assistir ao clipe oficial da música “Verme”, single do novo EP “5 Atos”, que a Act of Revenge pretende lançar no dia 09 de julho de 2018. Com produção de alto nível da própria banda, a edição e a direção geral ficam por conta de Douglas Mendes (Sense Films). Assim, pude reafirmar tudo o que expus sobre o modus operandi do meu velho amigo.

É possível assistir a um minidocumentário dividido em 4 capítulos em que toda a banda fala sobre o período em que passaram um ano e meio longe dos palcos para se reestruturar, a nova formação (apresentando no baixo Icaro Arthur, ex-guitarrista da Artefacto), composições (onde expõem as influências, as intenções dos arranjos e os motivos  que os levaram a cantar em português) e o conceito do EP (aqui falam sobre o direcionamento das músicas e sobre as mensagens de cada letra).

Bom, posso adiantar que a Act Of Revenge hoje é formada por Bruno Próspero (Bateria), Danfacto Oliveira (Vocal), Ismar Mendes (Guitarra) e Icaro Artur (Baixo). O novo EP traz as faixas: Ato 0 – Intro, Ato 1 – Apocalipse, Ato 2 – Verme, Ato 3 – Guardião Eterno, Ato 4 – Ameaça Oculta e Ato 5 – Religiosos Insanos. Cada uma delas representada por temas e ideias relacionadas a ato de vingança, purificação, arrependimento, proteção, despertar e blasfêmia, respectivamente, segundo a própria banda.

Em seus dez anos de existência a Act of Revenge tem grande prestígio na cena alternativa soteropolitana. Atuante em cinco edições do Palco do Rock, um dos maiores festivais do gênero na Bahia, a banda tem atraído para seus shows muitos adeptos de música pesada pelo nordeste a fora. Bruno e sua trupe demonstram que não se abatem pelas dificuldades e continuam encarando a música com prioridade e competência. Aguardem novidades da banda com os seus “5 Atos” e confiram “Verme”, primeira pedrada sonora da Act of Revenge desse ano.



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quarta-feira, 20 de junho de 2018

A IDEAÇÃO COM O DOSSIÊ BERGSON


Por Anderson L. Souza

O conhecimento e a aprendizagem talvez sejam a base para o desenvolvimento humano. E a leitura parece ser um dos meios mais fáceis e prazerosos para se conhecer, aprender e desenvolver a si próprio e o meio em que vivemos. Por isso não poderia deixar de sinalizar sobre a publicação de um material que só tem a contribuir com o crescimento intelectual de todos.

O filósofo francês Henri Bergson é o foco da atual edição da Revista Ideação (N. 37, Janeiro/Junho 2018). Organizado pela Prof.ª Dr.ª Geovana da Paz Monteiro, o Dossiê Henri Bergson traz uma seleção de textos compostos por pesquisadores que apresentam distintas áreas do conhecimento em diálogo com os diversos temas que compõem o pensamento bergsoniano.

Entre eles estão algumas personas que conheci em meu discreto e extra-oficial contato com o mundo filosófico, como é o caso da Prof.ª Dr.ª Débora Cristina Morato Pinto, importante nome na filosofia do Brasil. Da Universidade de Coimbra, o Prof. Dr. Luís António Umbelino. O querido Prof. Dr. Gilfranco Lucena dos Santos, antes parte do corpo docente do Centro de Formação de Professores da UFRB e agora na UFPB. E da própria Prof.ª Dr.ª Geovana da Paz Monteiro que coordena, apresenta e também reflete sobre uma das obras de Bergson. Há outras interessantes contribuições tais como as do Prof. Dr. Pablo Enrique Abraham Zunino, Prof. Dr. Fernando Meireles Monegalha Henriques, Prof. Me. Adeílson Lobato Vilhena, mestrando Yves Marcel de Oliveira São Paulo, Prof. Me. Paulo Deimison Brito dos Santos, Prof.ª Dr.ª Tatiana Cristina dos Santos de Araújo.

Ainda sobre a perspectiva das ideias do filósofo francês, duas traduções são publicadas neste dossiê. A primeira, elaborada pelo Prof. Me. José Paulo Maldonado de Souza (UFPB/BR), traz uma entrevista concedida por Bergson em 1914 ao Le Journal, de Paris, e a segunda desenvolvida por Yasmin Haddad, do livro “Do Hábito”, do mestre e influenciador filosófico de Bergson, Félix Ravaisson.

Com um conselho editorial de peso (nacional e internacional) e um comitê editorial competente, a revista Ideação tem o Prof. Dr. Laurenio Leite Sombra a frente das publicações como editor-chefe.Aconceituada revista, que está vinculadaao Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Filosofia (NEF) / Departamento de Ciências Humanas e Filosofia (DCHF) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), semestralmente nos apresenta conteúdos de relevância filosófica de modo gratuito. Infelizmente, devido à crise orçamentária, já notória em todo país, desta vez, não se encontra disponível o formato impresso, limitando-seapenas à versão on-line.

Eis aqui uma ótima oportunidade de conhecer e se aprofundar no pensamento desse filósofo que contribui para um fluido conhecimento da história da filosofia e das ciências, desembocando então em algo mais amplo, como um possível entendimento sobre a duração, ponto culminante de toda sua filosofia.

terça-feira, 12 de junho de 2018

MÚSICOS DE AMARGOSA: EP. 2 – DIEGO MORAES

Por Anderson L. Souza

Apesar das dificuldades de produzir sozinho qualquer conteúdo audiovisual, eis aqui o segundo episódio da série “Músicos de Amargosa”, desta vez com o virtuose na guitarra Diego Moraes.

Diego, velho conhecido da época do já extinto Café e Cultura, é um grande representante da música produzida em Amargosa. Mesmo com nítidas predileções pelo rock, versa habilidades por diversos estilos musicais, com parcerias e colaborações significativas para música da cidade.
 

Nesse registro, nosso habilidoso guitarrista faz um interessante depoimento sobre sua relação com a música desde a adolescência até os dias atuais. Relatando sua introdução ao meio musical, bandas e projetos, a cena local e sua perspectiva para o futuro da música em terras amargosenses e em todo país.

Acompanhe no vídeo abaixo, gerido mais uma vez pela New Brutality Produções e apresentado por nosso blog, uma descontraída e emocionante entrevista com o excelente músico Diego Moraes.



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quinta-feira, 26 de abril de 2018

SEM MASTIGAR

Por Anderson L. Souza

Faz alguns anos que conheço Laura Juliana. Fui apresentado a ela por minha esposa, que adorou vê-la cantando em uma apresentação acadêmica e considerou que eu também iria gostar de conhecê-la. Foi dito e certo. Entrosamo-nos rápido e iniciamos um processo de construção musical juntos, a partir de colaborações mútuas. Juliana compõe e tem um senso bastante apurado para criar melodias, coisas que me agradam muito. As situações da vida fizeram com que nos distanciássemos um pouco geograficamente. Mas, isso não foi capaz de nos separar drasticamente quando o assunto é música. Hoje, mesmo morando em Estados distantes, nos vemos sempre que possível. Num desses encontros conseguimos registrar uma de suas autorias, música intitulada “Sem Mastigar”.

Gravamos a música com a colaboração de Daniel Dattoli (ex-Cobalto), na produção. E depois de ter o resultado final tão significativo, pensei que seria interessante divulga-la utilizando a linguagem do videoclipe, como forma de ressaltar coisas que a música traz. Resolvi então produzir um material audiovisual que trouxesse, pelo menos, uma parte do que pode ser interpretado na letra contundente que Juliana apresenta. Convidei o conhecido ativista cultural da cidade e também professor de teatro Carlos Muñoz (Carlitos) para desenvolver comigo um roteiro que representasse bem a música. Muñoz, que atualmente conduz o Grupo de Teatro Negaça, deu a ideia de levarmos seus alunos para encenar algumas situações, e tudo se concretizou.

Esse trabalho é uma prova de que as coisas podem acontecer positivamente quando há união e um propósito comum, nesse caso a arte. E assim, diferentemente de muitas outras pessoas convidadas, que estão demasiadamente “ocupadas em nascer e morrer”, pude contar com gente disposta a produzir e contribuir para mudar esse decadente cenário cultural, político e midiático que assola o país e, consequentemente, “nosso pedacinho do Brasil”.

O produto concluído pode ser conferido logo abaixo. Conheça, reflita, comente e repasse...

terça-feira, 11 de julho de 2017

MÚSICOS DE AMARGOSA: EP. 1 – PEU MEURRAY

Por Anderson L. Souza

Considerada uma das cidades com o melhor São João de todo o nordeste, Amargosa abriga músicos da melhor qualidade. Apesar da fama em torno do forró, podemos encontrar diversos músicos ligados a outros estilos. Normalmente, o desejo pela música e as habilidades musicais são passadas dos pais para os filhos, e essa tradição continua viva até hoje na cultura da cidade. Mesmo que os incentivos públicos e privados ainda sejam rasos ou até mesmo inexistentes.

Nessa perspectiva, resolvi conhecer essas pessoas e registrar os mais interessantes depoimentos sobre sua relação com a música. Mesmo com recursos limitados e assumindo sozinho todo processo de produção (com esporádicas colaborações), busquei compor um conteúdo que pudesse representar à altura e com o devido respeito todas as personagens a que tive acesso. Assim, deixei de lado a ideia de construir um documentário (pelo menos, até poder montar uma equipe e estrutura compatível com a proposta) para dar andamento a uma série de entrevistas mais abrangentes, valorizando cada músico e suas histórias particulares e individuais.

Neste primeiro episódio da série “Músicos de Amargosa”, produzido pela New Brutality Produções e apresentado por nosso blog, temos uma aberta e descontraída conversa com o músico, compositor e artista plástico, Peu Meurray. Com a experiência de mais de vinte anos, compondo, tocando e gravando com diversos artistas ao redor do globo, Peu segue em carreira solo, mas, ainda assim, continua sendo requisitadíssimo no cenário da música popular brasileira e também da world music.

Envolvido em diversos projetos, a maioria socioculturais ambientais, reaproveita pneus velhos desenvolvendo diversas peças que podem ser úteis à toda sociedade, como instrumentos (no caso dos famosos tambores) e alguns móveis decorativos. Em Salvador, O Galpão Cheio de Assunto, mais uma criação do artista, abriga as mais diversas obras plásticas e musicais próprias e de ilustres convidados. Há quatorze anos, durante o São João, comanda o Bloco de Arrasta Pé “Zona Rural” em Amargosa, com público cativo em todas as edições.

Esbanjando simpatia e com a simplicidade que poucos conseguem manter no meio artístico, aqui podemos conhecer um pouco mais dessa figura multifacetada, talentosa e preocupada com as pessoas e o mundo que o cerca. Acompanhem a trajetória de sucesso de Peu Meurray, filho legítimo de Amargosa, autêntico em palavras e ações.